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Primeira fase do estudo da fosfoetanolamina deve durar sete meses. INCA irá colaborar na fase clínic

  • 13 de dez. de 2015
  • 2 min de leitura




17/11/2015 - O grupo de trabalho que vai estudar a substância fosfoetanolamina estipulou prazo de sete meses para a primeira fase dos testes – in vitro e com animais –, a partir de quando a Universidade de São Paulo (USP) entregar a amostra e o Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lassbio/UFRJ) sintetizar a substância descrita no pedido de patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A pesquisa servirá para validar ou não os efeitos terapêuticos da substância, que pode vir a ser usada no tratamento do câncer. O anúncio foi feito pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, nesta segunda-feira (16). Ele discutiu a questão com representantes dos laboratórios envolvidos e do Ministério da Saúde.


A partir da conclusão dos testes pré-clínicos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderia convalidar a pesquisa preliminar. "Se os resultados forem positivos, partiremos para a fase 2, que envolve humanos, por meio de centros que tiverem proficiência e experiência na área, como aqueles vinculados ao Ministério da Saúde", disse Pansera, em referência à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ao Instituto Nacional de Câncer (Inca). O MCTI convidou no início do mês seis dos mais capacitados grupos de pesquisa do País na área de fármacos para comprovar a eficácia e a segurança da fosfoetanolamina como medicamento. O Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC) e o Centro de Inovação de Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP), de Florianópolis, fariam provas e contraprovas de todos os testes apoiados pelo Governo Federal. Também devem contribuir na investigação o Instituto Butantan e laboratórios da USP e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O MCTI estima investir R$ 10 milhões até a conclusão dos estudos, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). Uma comissão criada pelo Ministério da Saúde vai coordenar o processo, com participação do Instituto Butantan, da USP e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), inclusos a pedido dos responsáveis pela molécula. De acordo com o ministro, uma segunda comissão deve ser designada para acompanhar as pesquisas. "Nós iremos convidar a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Nacional de Medicina (ANM), o Congresso Nacional, com um senador e um deputado federal, e também o Ministério Público, para que possamos ver a sociedade civil refletida em todo esse processo", afirmou.




Fonte: Site INCA





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